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O modo solidário de produção e distribuição parece, à primeira vista, um híbrido entre o capitalismo e a pequena produção de mercadorias. Na realidade, ele constitui uma síntese que supera ambos.
A unidade típica da economia solidária é a cooperativa de produção, cujos princípios organizativos são: a posse coletiva dos meios de produção pelos cooperados; a gestão democrática da empresa, ou por participação direto, ou por representação, a repartição da receita líquida entre os cooperadores por critérios aprovados após discussões e negociações entre todos.
Isto posto, a formação de dois empreendimentos autogestionários com grupos que frequentam e/ou recebem tratamento do CR-Campinas (Centro de Referência em DST/AIDS) faz-se importante na medida em que tais grupos terão oportunidade de trabalho, renda e inclusão social. Num país com forte discriminação, como o Brasil, tais grupos enfrentam grandes dificuldades de inserção no mercado formal de trabalho, levando-os ao sub-emprego. A oportunidade de formação de um empreendimento autogestionário por esse grupo permite o resgate de sua cidadania, melhora da auto-estima e geração de renda. É fundamental salientar que teremos parceria com outras instituições de saúde que já desenvolvem trabalho de prevenção e tratamento com essas pessoas.
Da mesma forma, uma incubadora tecnológica de cooperativas populares no Vale do Ribeira, tradicionalmente conhecida tanto pela sua riqueza natural como pelo fato de ser a região mais pobre do Estado de São Paulo, ser um importante instrumento de articulação de políticas públicas voltadas para a geração de trabalho e renda. Isto seria possível a partir de parcerias com instituições governamentais e não governamentais (Consad, Prefeituras Municipais, Associações, ONGs, Institutos, outras universidades, movimentos sociais). A criação da incubadora é um importante estímulo para a realização de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias baseadas nas necessidades locais.

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