|
Na cidade de Rio Branco, estima-se que 40% de sua população vive com menos de um salário mínimo por mês. A quantidade de desempregados, subempregados e o processo de crescente precarização do trabalho, marcado pela piora dos padrões de distribuição de renda, o desmonte da legislação trabalhista, elitização do estado de bem estar e a criação de novos padrões de inserção no mercado de trabalho, criam as condições para o desenvolvimento de uma nova forma de organização econômica, em oposição a este modelo excludente, denominada de "economia solidária", baseada na autogestão e composta por unidades de produção e de consumo onde os interesses do capital se subordinam aos do trabalhador e/ou consumidor. "São empresas capitalizadas e controladas pelos que nela trabalham ou pelos que consomem seus produtos, [...] dando aos excluídos a oportunidade de se inserir na produção social sem depender da demanda por força de trabalho das empresas privadas" Singer (1999).
A Incubadora tem como propostas, além da inserção no mercado de trabalho, a promoção, através do trabalho, da organização popular com a perspectiva de uma grande articulação nacional das cooperativas e dos cooperativados, embasada em um modelo de economia que, diferente do modelo capitalista de empresa, baseado na exploração e na concentração da renda, busca desenvolver e praticar um modelo alternativo de economia baseado nos princípios da solidariedade, igualdade e oportunidade.
|